Sugira, critique, participe, contribua, toque uma, apareça!

mulheresqbebem@gmail.com

7 de jun. de 2010

Breguices cotidianas


Quando me deito na tua cama e derramo lágrimas insensatas
tua boca me consola e inebria
beijos fascinantes, fascinados
E me molha como os olhos meus que já choraram
mas se fecham e se abrem nos balanços ritmados

Se amores posso viver no amparo desse abrigo
me acolherei entre teus lençóis a cada novo amanhecer
para chorar e gritar e morrer de prazer
Sempre, sempre...
que você me quiser

Me afaga e envolve com tuas mãos protetoras
que meu corpo todo percorrem
descobrem, desnudam, defloram
Calor que desperta apenas se me olha
no mais doce dos meus sonhos

Em que me conforta e faz de mim mulher

6 de jun. de 2010

debora

Deixe que o canto escorra
pelas vias acesas da alma dela
e atinja incólume o cerne
de quem não conhece
o poder da canção
de uma mulher sorumbática
se ela pede, dê!
se ela impede,
afaste-se aventuroso
e esqueça seu nome
no coito ou no beijo
em suas mãos estamos
ditosos nos saciando
amando e adorando

4 de jun. de 2010

Coisas que só o amor supera




- peido
- peido vaginal (chamado de trompeteio, por alguns ginecologistas)
- bafo de manhã
- peido
- peido vaginal







XXX
Ok, vamos lá. Quem nunca esteve com aquele carinha tesudo, de te fazer molhar a roseira antes mesmo de uma foda caliente e, na hora do bem e bom, do "vai, vai com força", uma leve trepidação divide espaço com o pênis alheio e sai, serelepe, de sua menina não-tão-inocente?

Vergonha, vontade de rir, quebra total do clima. Eu mesma, em minha época devassa, fui me aventurar por um motel chique em terras estrangeiras quando, naquela suite master, tudo perfeito, prrrrlllllll, soltei um. Pela frente. O carinha, um bem sucedido economista gringo, parou os movimentos (que, by the way, não eram láááá essas coisas) e me olhou assustado. Tudo o que eu não queria era desvirginar um cara no trompeteio vaginal. Mas assim foi.

Ok que ele tinha quase 30 anos, ok que ele tinha comido meio mundo, mas ele não podia, simplesmente não podia desconhecer o fato de que tudo o que entra tem que sair - nem que seja o ar das estocadas meia-bomba. Me olhou constrangido, o pau quase negativo em centímetros, e eu comecei a rir. Acho que ele sentiu a vibração no pequeno amigo e pensou que estivesse se aventurando por terras que não as usuais. Ewk.

O constrangimento melou - no sentido não vulgar - aquela madrugada. Nos vestimos e fomos cada um para um lado. Quase que disse - mas não disse:

- Quem manda ter pau fino? O ar entra, oras.

A flor que não foi regada

Estou carente. Leia-se “estou carente” por “insana vontade de dar”. É, é isso aí mesmo. Tudo começou ontem, quando em um surto, cismei que queria porque queria levar uma empurradinha com carinho de um amigo meu, que eu nunca sequer tive maldade alguma. Necessidades resultantes do elevado teor alcoólico.

Uma amiga minha, sensível (e chocada) às minhas necessidades físicas, se prontificou a me levar à casa do infeliz, em torno de meia noite. Quando a gente chegasse, ela e nossos dois acompanhantes (um indigente embriagado e uma bibíssima novinha, que começa agora a descobrir os prazeres anais) iam dar um jeito de sair de lá, para comprar cerveja ou qualquer outra porcaria. O importante seria me deixar sozinha, assim eu partiria para o assalto.

Adentramos no recinto, que eu desejava insanamente transformar no meu mais ardente ninho de amor por algumas horinhas, e deitamos todos na cama daquele meliante. Minha amiga, ansiosa para que eu consumasse minhas mais vis intenções, começou a insistir para que eu ficasse do lado dele, fazendo um charminho.

Mas puta que o pariu, o engraçado é meu amigo, dar mole para ele seria uma estripulia chula demais. Sou mais afeita às peripécias audaciosas. Muito francamente, eu só precisava de dois minutinhos com ele, para vomitar toda minha vontade de dar uma transada aliviante, dessas que a gente dá quando está precisando muito, com o único intuito de botar para fora todo o tesão reprimido.

Muito bem resolvida que sou, eu chegaria e mandaria o papo. “Amigo, o negócio é o seguinte. Quero dar uma transada, estou muito precisada”. Ao que ele prontificamente aceitaria, com o único intuito de ver uma pessoa querida muito feliz e saciada. Mas não rolou. Aqueles putos-impata-foda demoraram mais de UMA HORA para sair da porra do quarto, e quando saíram, eu já não estava mais no clima de expor minha situação abstêmica.

Minha menina, que ainda estava doida para se libertar e ser abraçada,chorava sozinha pela falta de habitante em sua morada. O pior: o mongolóide do meu amigo me chamou para deitar do lado dele, me abraçou e NADAAAAAA. Nadica, nadica de nada, nem uma mãozinha no peito para me deixar feliz. Mas que sofrimento. Por mais que minha florzinha clamasse, ela não foi regada.

Eu ainda tive que aturar minha amiga reclamando. Afinal, em vão, ela me levou de madrugada para o outro lado do continente, na esperança de que eu voltasse mais leve e tivesse um dia seguinte muito produtivo no trabalho. O mínimo que ela esperava era que durante o trajeto ao lar, atingíssemos o ápice do contorcionismo rindo de minhas orgásticas peripécias sexuais daquela noite. Mas não, eu não dei.

Sem mais.

2 de jun. de 2010

Rodriguiana


Tudo bem. A maioria de dos meus posts são sobre sexo. Mas o que eu posso fazer? O mundo gira em torno disso: sexo. Uma foda casual, um encontro romântico, relações comerciais... As coisas não terminam em pizza. Terminam em sexo. Mas eu estou em crise, confesso. Dizem meus amigos homens que eu penso como eles, ou até mesmo pior. Já fui chamada de pragmática, insensível, fria, depravada, imoral, entre tantas outras coisas que não me recordo mais.

Mas o que mais tem me intrigado nisto tudo é a reação destes meus caros colegas (com os quais já tive um caso, ou teria, se me desse na telha). Eles se impressionam como fato de uma mulher lidar claramente com o sexo e não ter esta mente doentia que transforma tudo numa comédia romântica, com a Jennifer Aniston sem sal como protagonista. Eca!

Não estou dizendo que não acredito no amor. Acredito tanto que descobri uma forma muito mais legal de amar: o poliamor. Antes que algum engraçadinho venha dizer que é pura putaria, eu estudei a fundo (com trocadilhos, s'il vous plaît) o tema para saber realmente do que se tratava.. Para desespero de minha amiga "Cosmopaulistan", o poliamor é muito mais que promiscuidade entre várias pessoas.

Os poliamoristas - alcunha que eu e minhas caras "Cosmopaulistan" e "Tequilari" criamos para denominar os adeptos desta forma de amar - são seres humanos capazes de amar mais de uma pessoa. Amar mesmo. Com variações, óbvio, mas se trata de amor, de sentimento, de gostar. Não apenas de sentir tesão e sair dando para todo mundo. São pessoas capazes de compreender que são capazes de se doar para mais de uma pessoa, ou que o parceiro ou parceira é capaz de se relacionar com ele e com outra ou outras pessoas. É não ter grilos, não se prender ao que diz a sociedade, ao "politicamente correto" (ânsia de vômito). Apenas amar. Quem você quiser, como você puder, a hora que quiser. Sempre de comum acordo com o outro. Não é sair chifrando sua namoradinha puritana por aí, galera!

Os poliamoristas (será que existe mesmo esta palavra?) não estão imunes a crises de ciúmes, de insegurança. Não são máquinas sexuais, também querem gozar e depois fumar um cigarro. Ou apenas conversar. Mas são mais livres.

O dia dos namorados se aproxima. Aos que são comprometidos, aos que não são, uma sugestão: APAIXONEM-SE! Da forma que for, por quem for! Homem ou mulher, velho ou novo. Sinta! Tesão, amor, carinho, friozinho na barriga... Seja feliz! E não deixe que os outros lhe digam como ou por quem se apaixonar.

Fica aí a dica.

Beijos para todos!

Peripécias de uma vagina

O dia dos namorados está chegando. Isso apenas me faz lembrar que, como não tenho namorado, para dar uma bela de uma transada eu preciso contar com a ajuda de amigos com senso altruísta. Altruísmo esse que já me deixou às portas de uma perfuração uterina. Explico.

Sexo com amigo não é um sexo que ocorre sempre, muito menos um sexo cheio de romance, aquela coisinha olho no olho, estamos apaixonados, amorzinho gostoso e blá-blá-blá. Não é aquele sexo que você faz com seu namorado. Tá mais para uma bela de uma empurrada violenta, aquela sacanagem em que a gente pinta e borda para garantir pelo menos um mês de alívio.

Até porque, pelo menos no meu caso, se eu der hoje, só o senhor sabe quando é que vou dar de novo. Tenho que aproveitar até a última espremida da laranja e, literalmente, chupo até o bagaço.

Pois bem, minha última transada com um amigo-quebra-galho (aliás, defendo que TODAS as mulheres deveriam ter um) quase me levou à cauterização. Para quem não sabe, isso significa pernas abertas para um ginecologista, portador de uma maquininha que vai queimar a sua menina para cicatrizar uma “feridinha acidental”. Ah, bobagem.

Deixe-me contar o que houve. Em primeiro lugar, em uma manobra acrobática, o engraçado me colocou de quatro (o que considerando o tamanho do “amiguinho” dele, pode ser muuuito doloroso) e deu uma bela de uma puxada em minha capilar longa e lisa, enquanto introduzia o pequeno gigante.

Quando minha cabeça começou a ficar dormente com a extensa duração de tamanha agressividade, falei. “Tá bom, ta machucando, pode soltar isso aí”. Ele largou, o que não deixou de me render uns três dias de nunca dolorida.

Voltando ao ato do coito. Não contente em puxar o meu cabelo violentamente, ele começou a se empolgar um pouquinho na intensidade dos movimentos pélvicos. Bem, estava eu de quatro, doía um pouco, mas tudo certo. A gente aguenta e ainda dá uma risadinha, dizendo que está sentindo uma leve dorzinha, porque esses depravados passam mal quando nos referimos ao seu belo falo como se fosse uma coisa maior do que é. Se bem que, no meu caso, realmente era. Pelo menos bem maior do que a maioria dos seres normais.

Então, visualizem: lá estou eu, de quatro, falando naquele tom puta-gemideira-quer-você “ai, tá doendo”, quando o bonitinho se empolga e coloca TUDO aquilo dentro de mim. Veja bem, antes, só com uma parte, já doía. Então, no auge da empolgação do prazer, sua performance já incontrolável o leva a empurrar TUDO, TUDO, tudão mesmo. Tipo, em vez de pensar com a mesma cabeça que nós mulheres pensamos, ele pensou com a cabeça do pinto.

Uma lágrima escorreu do meu olho. Soltei um vistoso “filho da puta” em alto e bom som, levantei e o agredi compulsivamente. Enfiei-lhe a porrada com muita vontade. Desnorteado e com a voz lamentosa, ele apenas disse “caramba, tu tava mesmo sentindo doer? Desculpa, Pina (Não, não e não. Não revelarei minha identidade secreta), mas é que você é muito grande...”.

Moral da história 1: tamanho não é documento, sou grande, mas sou uma só. E uma que dá bem menos do que gostaria, diga-se de passagem.

Moral da história 2: meu cabelo pode ser longo, mas não é crina de cavalo.

Moral da história 3: quando eu falar que está doendo, ta doendo mesmo, porra.

Por fim, feliz dia dos namorados para os casais apaixonados.

1 de jun. de 2010

O segredo da mulher moderna

Faço sexo gostoso. Sou independente, tenho grana e auto-estima. Não peço ligações no dia seguinte.

Mas tem tempo que não tenho um orgasmo.