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30 de abr. de 2010

Melô do Bebô

Beber e perder a consciência depois de Wisky

Cantar e cantar e cantar, mesmo não se lembrando de nada que diz

Eu sei, Ó, mÓ Deusu, eu sei...

Que a gente não devia a língua enrolar

Mas isso me faz querer mais a birita: que alucina, é gostosa e excita!

E se...




... tudo isso de "eu te amo" fosse só fruto de nossa carência, de nossa insegurança, da vontade de ouvir do outro a mesma máxima? E se nunca ninguém tiver experimentado um amor livre, um amor inteiro, só a felicidade momentânea de um estômago mais frágil que vibra com alguém que nos parece interessante? E se tudo isso de casamento, filhos, 'amor da vida', e se tudo isso for mentira? Se não existir, se for só pra que nos sintamos melhores com a gente mesmo diante da solidão de um dia difícil? E se tudo o que eu estou vivendo agora for só egoísmo meu de não querer ficar sozinha de noite?

Estou com medo.

28 de abr. de 2010

Sexo é vida


O Ministério da Saúde adverte: fazer sexo faz bem para a saúde. Como sou uma It Girl, lóxicom que eu já sabia disso há séculos! (na verdade, desde que comecei minha vida sexual, que não tá nem perto de uma década). Infelizmente, sexo ainda é um tabu na nossa retógrada e machista sociedade. A ideia de mulheres fazendo sexo de forma livre e descompromissada coloca sempre nossas mães e avós de cabelos em pé, além dos próprios homens, que não sabem o que fazer.
Quando estou estressada e ansiosa, não fumo um béqui, não tomo uma dose. Eu faço sexo. Aliás, falo com convicção: sexo é a melhor coisa da vida. Para mim. Há pessoas que não acham, e eu deixo elas fingirem em paz (rs). Mas não há nada que me faça ficar mais feliz: nem declaração de amor, nem uma refeição saborosa, nem uma soneca gostosa. Nada. 

Nada melhor do que sentir aquela descarga passando por toda a sua espinha, chegando até o coccix e voltando à cabeça. Ver a cara e o sorriso da pessoa que está com você, na hora que ela goza e faz você gozar também. Uma foda bem dada é melhor que qualquer Neosaldina, que qualquer jóia, jantar japonês ou livro. Mas esse é o meu ponto de vista, volto a lembrar.
 A grande questão está aí. São poucas as pessoas que lidam tranquilamente com o sexo, sem neuras. Os homens fingem que lidam, mas na real - em sua maioria - são eternos adolescentes em busca de afirmação de sua "machesa". Julgam putas, piranhas, vagabundas as mulheres que "ousam" transar com quem der na telha, sem precisar de telefonema no dia seguinte, sem dramas, só sexo. As próprias mulheres julgam as outras assim. Querem distância! São um perigo e um assunte à delicadeza e pureza feminina. Ao inferno com o eterno feminino. Foda-se essa baboseira toda.

Eu quero é gozar horrores, dar o quanto eu quiser e para quem eu quiser, homem ou mulher! E, em troca da minha liberdade, continuar em forma, com a pele ótima, sem dor de cabeça e com a pressão em dia. Tá bom para você?
Bem que podia virar Lei hein? Sexo cinco vezes por semana...Juro que cumpriria meu dever cívico, com amor patriótico! 

O valor dos impostos



Na vizinhança...

- Boa tarde!
- Boa tarde,minha filha, pode falar !
- Por favor ,uma coxinha e um enroladinho de salsicha. Ah,dois guaranás também !
( A vitrine instigando todos que passavam com seus bolinhos e pasteis)
- Está bom minha filha ?
- Sim, está ótimo! Quero mais uma coxinha e um pastel para minha amiga.
Pensei nas duas pessoas que me esperavam em casa e pedi que embrulhasse mais quatro para levar e lhes satisfazer o lanche da tarde.
- Vou preparar.
E em menos de cinco minutos com a sacola na mão, pergunto :
- Quanto lhe devo ?
- Cinco reais
- Como ?`
- É minha filha, foram oito salgados e dois guaranás.
- Sim, eu sei!
- Cada salgado é cinquenta centavos e o guaraná também...tá caro ?
Sorri e paguei satisfeita...
A senhora dava gargalhada nervosa com medo que eu reclamasse do valor.

Na rodoviária....

- Bom dia senhora !
- Bom dia ! Por favor uma coxinha e um guaraná.
( o movimento a noite foi fraco e o atendente me passou uma coxinha aquecida de estufa e um guaraná fresco.Era o que tinha a minha volta e por isso acabei comendo aquilo mesmo.)
- Quanto lhe devo ?
- Nove e cinquenta.
- Como ?
- Nove e cinquenta ( entre os dentes um estalo de impaciência )
Tiro uma nota de dez reais e lhe dou.
- Estou sem moeda , a senhora não tem cinquenta centavos aí não ?
Aff!Inacreditável!

Se a Ucrânia fosse em Brasília...


Além de políticos dançando, haveria alguns apanhando na cara, e isso não seria ruim, né?

27 de abr. de 2010

Abordagem Genital




Tinha um menino fazendo xixi displicentemente na calçada do meio da Avenida Chile, bem na hora do rush. Não parecia garoto de rua e nem tinha problemas mentais.
Aparentava uns doze anos e, num ímpeto tipicamente pré-adolescente, exclamou para mim, apontando para a genitália “AÊ, QUER PEGAR?”

Ninguém olhou. Ninguém viu. Tava todo mundo com pressa demais.

Parece que só eu me ainda me choco com isso.

Sem grito



Uma das piores coisas do mundo é se tornar escrava do dinheiro, não é? Pois é. Eu sei e todos sabem há tempos que o capitalismo move o mundo. Mesmo lutando (ao meu modo) por uma sociedade mais justa, igualitária e tal, não consigo ficar fora desse sistema maldito. O que eu posso fazer? Vivo nele.

Ainda estou no esquema estágio-faculdade-quase-sem-vida. Trabalho em duas empresas para conseguir comprar o danoninho das crianças, sair de vez em quando com meu romance, pagar faculdade e cursos de aprimoramento e ainda reservar algum para eventualidades.

Confesso que juntando a grana das duas bolsas auxílio, consigo me desdobrar relativamente bem. No entanto, eu sofro. Sofro de desgosto. Fico triste em saber que, para manter essa vida medíocre (diga-se), tenho que engolir sapos, falar com pessoas que eu não suporto sequer olhar, esboçar sorriso quando na verdade tenho vontade de mandar um direto bem no meio dos cornos.

Gente, eu sou totalmente contra agressões físicas, mas já me peguei com vontades de socar umas caras por aí.

Estou insatisfeita há meses com uma das empresas em que trabalho. Não divulgarei o nome por ética (mesmo não merecendo minha consideração). Já estive a ponto de mandar tudo pros ares, pegar minha bolsa, devolver as chaves do escritório, agradecer a oportunidade de crescimento (Como dizem, temos que manter a “finesse” e, claro, os contatos jornalísticos) e bater a porta bem forte. E se reclamarem, colocar a culpa na rajada de vento incerta.

No entanto, depois de falar com alguns amigos sobre a minha insatisfação profissional e do estresse que venho passando, infelizmente, ouvi algumas verdades malditas: “Você tem que manter a calma”; “É só uma fase. Tenta segurar mais um pouco. Vai ter retorno”; “Vai deixar de ganhar a bolsa auxílio? Como vai viver e pagar o aluguel?”.

Brochante, não é?

Fiz rapidamente um cálculo mental dos meus ganhos e gastos, percebi a terrível discrepância dos resultados. Eis a minha verdade:
Sou pobre, não tenho dinheiro suficiente para quitar todas as minhas dívidas mensais, não posso desfrutar do lazer, cultura etc sem contar grana e no fim do mês, torço para o dia 5 chegar o mais rápido possível.

Pior que isso, perdi o momento rebeldia e não abandonei meu estágio. Aliás, neste momento, estou nele. Aqui é tão estimulante, que preferi escrever este texto ao som de “Sonho Juvenil”, de Jovelina Pérola Negra e compartilhar com vocês. Ouçam, fica mais cômico!