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31 de ago de 2010

Mentira


Mentira. É duro, é difícil de engolir, mas a pessoas mentem. Elas mentem para você, e mentem muito, da maneira mais sonsa e descarada do mundo. Mas sempre garantem 100% de sinceridade, é claro. Mesmo quando desmascaradas, na maior cara de pau, elas insistem na mentira. Cabe a você ser bucha o suficiente para fingir se acredita ou não.

Mas por que tamanha revolta, você me pergunta? Afinal, todo mundo mente! Eu, você, sua mãe, seu vizinho, o padeiro e a cobradora de ônibus. Inclusive, existem pesquisas que garantem que nós, humildes seres pensantes, mentimos uma caralhada de vezes por dia. Okay, vá lá, um viva para as estatísticas e nossa necessidade patológica de inventar lorotas para os coleguinhas.

Mas há uma diferença muito grande entre aquela mentirinha besta que, muitas vezes, na sua cabeça nem mentira é, e aquela mentira inventada com o maior descaramento, que tem como único intuito te enrolar, te fazer de trouxa, de babaquinha, caros amigos meus. E, sinto muito, podem me chamar de mentirosa – de fato, posso estar mentindo mesmo, quem garante? -, mas esse tipo de mentira eu não conto. E fico muito, muito, muito puta de verdade, quando descubro que alguém contou para mim.

Vai ser mentiroso na puta que o pariu.

30 de ago de 2010

fotografar...

Foto: eu mesma

Eternizo num quadro a realidade que foi só minha, por um único momento. E me transformo em deus, quando fotografo; crio um mundo que se materializa exatamente de acordo com o meu olhar, sempre em constante mutação. Por simples impulso, materializo ali, também, um pouco do que fui naquele exato instante que passou... passado, passado, passado.

26 de ago de 2010

Ciranda da pobreza



Foto - Guilherme Jr.

Ciranda, cirandinha
vamos todos nos contentar
Vamos dar os nossos votos
nos ladrões vamos votar

O feijão que eles nos deram
era pouco e se acabou
A cultura que tivemos
A América levou

Por isso, filhos nossos; vocês que estão na roda;
digam: “basta” pro inimigo, ele já está a porta.

24 de ago de 2010

Crises de choro


Nessa vida, a gente chora por tudo. Pelo menos EU choro por quase tudo. Choro quando estou triste, alegre, com raiva. Qualquer atividadezinha mais intensa e pimba. Lá está aquela bendita água salgada brotando involuntariamente dos meus olhos. Crises sentimentais são típicas de mim, confesso. Mas é importante salientar que essa sensibilidade fica bem, beeeeem mais aflorada, depois de uns copinhos de álcool.

Eu sempre chorei nas situações mais toscas, mas puta que o pariu, começar a chorar durante a foda, é foda de verdade. Estava eu transando lindamente no motel, quando o ato começou a tomar o rumo mais agressivo. Tapa na cara pra lá, agressões verbais para cá e eis que o filho da puta se empolgou demais e deu um belo de um tapão em minha encantadora cabecinha.

Dei crise. Mandei parar, fui em direção ao banheiro puta das calças, enquanto o indigente implorava perdão; me tranquei por lá mesmo e abri o berreiro. Voltei possessa de raiva, sem a mínima vontade de continuar dando, enquanto ele ainda se desculpava. E o pouco que ainda copulei, foi com leves lágrimas nos olhos. Cachaça dos infernos.

Desnecessário dizer que poucos minutos depois estávamos ambos, bêbados, nos braços de Morfeu, completamente apagados. Acho melhor começar a pensar na possibilidade de inserir em meu contrato de transadas casuais uma cláusula que estipule limite de teor alcoólico pré-coito. Para ambas as partes, é claro. Pelo menos, no balanço total da noite, antes do episódico safanão, gozei algumas felizes vezes.
Ah, e não sei quanto a vocês, meninas... Mas pelo menos de minha parte, um recado para os rapazes: não levem tão a sério esse papo de transada violenta, por obséquio.

23 de ago de 2010

Uma dose de Clarice

Com a licença dela eu me atrevo e recorto um trecho para ilustrar o que é amor, para falar do sentimento mais almejado por todos - teoricamente -, aquele que acabaria com as dores do mundo e nos tornaria pessoas melhores. Então, dedico ao homem que me faz melhor todos os dias, um dia depois do outro, um dia de cada vez, até arrebentar de tão grande.
"É que a própria coisa rara sentia o peito morno do que se pode chamar de Amor. Ela amava aquele explorador amarelo. Se soubesse falar e dissesse que o amava, ele inflaria de vaidade. Vaidade que diminuiria quando ela acrescentasse que também amava muito o anel do explorador e que amava muito a bota do explorador. E quando este desinchasse desapontado, Pequena Flor não compreenderia por quê. Pois, nem de longe, seu amor pelo explorador - pode-se mesmo dizer seu “profundo amor”, porque, não tendo outros
recursos, ela estava reduzida à profundeza - pois nem de longe seu profundo amor pelo explorador ficaria desvalorizado pelo fato de ela também amar sua bota. Há um velho equívoco sobre a palavra amor, e, se muitos filhos nascem desse equívoco, tantos outros perderam o único instante de nascer apenas por causa de uma suscetibilidade que exige que seja de mim, de mim! que se goste, e não de meu dinheiro. Mas na umidade da floresta não há desses refinamentos cruéis, e amor é não ser comido, amor é achar bonita uma bota, amor é gostar da cor rara de um homem que não é negro, amor é rir de amor a um anel que brilha".
Trecho - A menor mulher do Mundo, Laços de Família, Clarice Lispector.
 Leia o conto na íntegra http://www.scribd.com/doc/3377868/Lispector-Clarice-A-menor-mulher-do-Mundo

Muito prazer!


Há muito tempo eu o queria pra mim.
Não tinha coragem de procurar.
Achava indecente, pecaminoso, anormal.
Mas ele apareceu tão másculo, viril e ao mesmo tempo tenro.
Conquistou-me. Não só a mim, mas a todos que o conheciam.
Ele é sedutor e sexy.
O nome dele é Luan. Ele é vermelho.
E, agora, ele é meu.

18 de ago de 2010

Cadê Teresa?

Teresa é daquelas que tem curvas, que esconde com sombras o poço de néctar fiel. Teresa é minha branca, minha gorda, minha magra, minha preta. É meu tudo e meu nada.

Sou dependente de Teresa desde que a vi esfregar em mim o nariz vermelho de quem acaba de acordar com mais vontade de dormir do que de voltar à vida. Ela me carinha de dia e de noite, e reclama de meus hábitos soturnos de comer na calada da madrugada - Teresa quer que eu divida tudo e todos com ela.

Teresa me consome, me alimenta e me sustenta na medida em que seus gemidos demonstram a alegria de tê-la encontrado. E ela ronrona, toda feliz, depois de um dia a meu lado.

14 de ago de 2010

Gula



Quem me conhece além dos pseudônimos sabe do desejo que consome minhas carnes quando o inverno chega mais forte que um vem-cá viril e másculo. Sou doceira, boleira, cozinheira, dadeira de conselhos e carinhos íntimos aos mais famintos.

Com o frio, a ânsia selvagem por doces me invade, e eu evado de mim mesma, sem saber o que fazer, com a certeza de que devo, sim, comer. Mas veja bem, não sou dessas da vida, que satisfazem com mimos mínimos suas necessidades mais imponentes. Minha língua é requintada, e eu só aceito açúcar de grife.

E, por isso, quero um brigadeiro.

Utopias


A religião nada me diz. Ideologias não passam de fantasias não ajustáveis ao mundo material. Palavras não me confortam, minhas crenças invento eu. A desigualdade na co-relação de forças enoja, mas não pode haver igualdade entre os homens, se todos são diferentes. Não seria justo. E o que é justiça? Conceitos morais não me dão resposta, meus preceitos são fundamentados nas premissas éticas que crio para mim; estão sempre em constante transformação. Acredito no eu de agora, a pessoa que serei em dois minutos pode levantar questões inimagináveis a quem fui há alguns segundos atrás. Não busco atingir o ápice da sabedoria terrena, busco apenas manter os olhos bem abertos na eterna procura por uma interpretação que me convença. Não preciso que me digam o que é certo ou errado. Esse é um conceito que varia de um lado para o outro. Qual é a resposta inquestionável, quando cada um tem uma visão de mundo que oscila de acordo com sua intertextualidade? Presunçoso é o homem que acredita guardar em seu discurso verdade universal.

13 de ago de 2010

Deixem-nos em PAZ


Feira da Vila Kennedy - Rio de Janeiro
Deixem que os favelados se sobressaltem por outros cartazes,  e que não seja por notícias violentas cheias de sangue irmão. Vamos nos atentar pra lá, NA FAVELA, voracidade e inventividade de corpos cansados e mentes viscosas.
A gente quer mostrar a cara, dar a cara, até dar a bunda, para bater se for preciso, e repito: O Que se pede é: ocasião, cabimento, ensejo por nós, os esquecidos que amolam. Os remelentos, os agourados, que estão saindo dos bueiros, buracos, botecos. Faz calor aqui dentro e não temos ar condicionado pra conservar o lodo derretido no corpo que ainda dança uma ciranda de bamba. Deixe que a gente te conte o que é viver à margem, nossa história tem um cheiro de esgoto misturado com sardinha, mas por cima dele passa um rio, claro e limpo de ideias, que nos implusiona a seguir na luta.

10 de ago de 2010

Borboletinha tá na cozinha...

Fazia calor em algum lugar do subúrbio. O suor escorria frio, da espinha até o cóccix. Como não havia ar-condicionado, trataram de ligar o velho e empoeirado ventilador, aquele com hastes azuis e grade de ferro prateado. O pequeno motor fazia barulho enquanto funcionava e o calor fustigante só parecia aumentar.

No freezer, coberto de gelo, acharam uns sacolés de groselha, bem vermelhos, que a mãe tinha feito no dia anterior. Chuparam com gosto, até o final. E como só o ventilador não dava jeito, despiram-se, ficando apenas de sutiã e calcinha.

Eram amigas desde sempre. Diziam que eram almas gêmeas. No colégio, na rua, no mercado. Todos as confundiam, mesmo que fisicamente não fossem assim tão parecidas. Mas eram iguais na alma. E suas ideias e reflexões no quintal duravam horas, com muitas gargalhadas e abraços apertados, com xingamentos no lugar de elogios: sua vaca! te amo! Ao que a outra respondia: também te amo, sua piranha.

Eram acostumadas a se tratar assim. Não viam vulgaridade, era o código que criaram entre si. Assim como as conversas, palavras, poemas e sonhos, que não cabiam em mais lugar nenhum.

Falavam de um assunto qualquer. Na verdade, no fundo, nunca importou o tema da conversa. Queriam estar juntas. Isso bastava. As risadas eram sempre seguidas de abraços, que acabavam em apertões, olhares e mais abraços. E a língua, assim como quem não quer nada, encontrava a orelha, para contar algum segredo, ainda que a ausência de outras pessoas dispensasse tanta proximidade.

Dali, escorregava para o rosto, descia para o pescoço e finalmente os seios, delicadamente. E se riam novamente. Conheciam cada ponto, cada canto. As mãos, já afoitas de tanto esperar, apressavam-se por transpassar todo o corpo da outra. Carinhos, toques e beliscões. E mais gargalhadas. As mais gostosas de ouvir.

E juntas, faziam o que mais gostavam. Amavam-se por completo, incestuosamente, intensamente. Despiram-se. Gozaram, sempre juntas. E riram e falaram e se abraçaram.

Colocaram a roupa, tomaram coca-cola e assistiram ao Programa do Gugu.

4 de ago de 2010

Gordos de problemas

Estava conversando com o meu ego dia desses, a gente quase surtou junto rindo desse mundo.
Detalhe, a gente pensa igual sobre os fatos, isso é difícil. Geralmente as pessoas brigam com o ego delas.
Eu disse pra ele queria viver num mundo onde os tumores fossem de chocolates derretendo de amores.
Aqui dentro, meu ego disse que grita por feridas abertas de caramelo. “Seriam melhores pra serem lambidas”.
A gente concorda que as lágrimas quando caíssem das caras, deveriam descer docinhas e geladinhas que nem sorvete de frutas.
O meu ego me disse: - Quero que os tapas na cara venham acompanhados de tortas de maçã com creme.
Eu: - Seria melhor viver num mundo onde as injustiças fossem feitas de churros com doce de leite.
Ele: - Gritaria de leite condensado, traição de morango cristalizado, raiva de pêssego em caldas é o que eu quero.
Eu: - Pânico de pudim de leite, banana caramelizada pra acompanhar a fadiga e o tédio do meu dia a dia.
Ele: Depressão de beijinho e brigadeiro de panela.
Ainda bem que meu ego também concorda comigo nessas coisas.

Pão



Não consegui saciar minha vontade de pão. E o dia passou, o pão ficou dormido. Outros dias se passaram e o pão endureceu. Saí para comprar outros pães. Mas nenhum deles tinha o mesmo sabor daquele que tão mal experimentei. E sinto muita falta da sensação que eu tinha, quando do pão eu comia. Um instigar de apetite que nunca termina. É o pão que me sustenta, alimenta, equilibra. O pão despertou uma fome que eu sequer sabia que tinha. Mas o tempo andou, o pão está dormido. O pão endureceu; mas a fome não passou. Ao menos o pão tivesse acabado… não ficaria a sensação de amor mal terminado.

2 de ago de 2010

Conflitos conjugais

Fico impressionada com o quanto uma criatura pode se tornar desprovida de qualquer sanidade mental durante essas crises de relacionamento. Já vi – e já participei, confesso - de quase tudo que é maluquice, das mais medonhas às mais engraçadas.

Sei, por exemplo, de namoradas que dão aquela gostosa lapada bem no meio da fuça do namorado, na frente de todo mundo - para ser mais específica, dentro do bar que ele é o proprietário – e minutos depois fica tudo bem, com direito a beijinhos e abraços; sei de casos em que uma jovem apaixonada jogou pó de mico em seu muy amado companheiro, só para que ele implorasse a presença dela com carinhosas e totalmente altruístas coçadas; também teve o episódio em que por telefone o indigente mandou a pobre coitada descer de uma van, porque cismou (sabe-se lá o porquê) que ela estava mentindo o itinerário de volta do trabalho, e foi para a casa do cacete buscar a outrora donzela de carro, só para conferir se a moçoila se encontrava de fato aonde disse que estava.

Se eu fosse listar tudo que já vi, já fiquei sabendo ou até mesmo passei, ia escrever uma série de contos no estilo mais trash, daqueles que você não sabe se acredita que é verdade, não sabe se ri, não sabe se chora, ou não sabe se chora de rir. Mas por qual motivo eu resolvi citar esses pequenos –entre milhões de outros- casos de total perda de noção por questões passionais? Porque o evento que presenciei nesse final de semana me fez lembrar o motivo de eu estar solteira há tanto tempo.

Crise na madruga
Pois muito bem. Fui eu de penetra para uma festa, junto com dois amigos e mais um casal. No começo da noite, tudo estava muito lindo. O problema brotou quando a manceba infanta começou a reclamar que sua outra metade da laranja enche o rabo de cachaça em todos os eventos, e só sai das festividades quando começam a varrer o chão. De fato, foi o que aconteceu nesse dia.

Eis que apagaram as luzes do salão e estávamos ainda ingerindo líquidos que integram álcool à sua composição. Todos muito felizes, menos, é claro, a púbere que devia no mínino estar desejosa de encerrar a noite com uma copulada romântica. Não foi bem o que aconteceu. Quando entramos no carro para retornar ao nosso domicílio, a jovenzinha, às 3hs da manhã, começou a dar crise no meio da rua, garantindo que não ia habitar o mesmo veículo automotor que seu adorável parceiro.

Caso alguém ache que ele se importou muito, na-na-ni-na-não. Ele fechou a porta da viatura, e se a rapariga não está lá até agora, foi porque nós tentamos zelar pela paz, enquanto o motorista da noite a convenceu de forma jovial a adentrar no quatro rodas. Porém, não foi a mais tranquila das viagens. Ela ficou gritando barbaridades alucinadamente, xingando o embriagado moço de nomes que até o coisa-ruim ficaria ofendido, enquanto ele, com toda a calma do mundo, respondia em suave e bom tom “só mais uma geladinha, amor”.

É, é isso mesmo, depois disso tudo, o capeta queria continuar se estragando de beber. Para ficar ainda mais gostoso, paramos na porta residencial dela: ela gritava em plenos pulmões igual uma gazela louca, ele insistia carinhosamente que queria “só mais uma geladinha”, uma alma sem luz que demos carona na volta ficava chamando minha amiga de “codorninha debochada”, nós duas tínhamos espasmos de risada, o motorista estava com cara de bunda presenciando toda a situação. Isso, às três e cacetada da madrugada. Todos – inclusive a namorada colérica - estávamos bêbados. Agora, visualize bem essa cena.

Não parou por aí. Numa manobra audaciosa, sem ter dado qualquer indício anterior de surtação, o lover-boy-pudim-de-cachaça abriu a porta do carro e saiu correndo pela rua igual um mongolóide, A lá Forest Gump, sob a luz do luar. Enquanto minha dulcíssima amiga e eu não conseguíamos mais respirar de tanto rir, a jovem histérica berrava “ele é um palhaço” e o motorista corria – a pé – atrás dele.

Sensacional. O que ele deve ter pensado durante sua maratona-pré-aurora? “Depois dessa, ela vai entrar no prédio dela, eles vão passar na porta da minha casa para me buscar e a gente vai continuar a beber”. Afinal de contas, ele saiu possuído em direção ao seu lar, doce lar. Pois doce mesmo foi o equívoco dele. Bobinho. Ao que a decidida rebelde simplesmente berrou “Pode me levar para a casa dele, porque hoje, pela primeira vez na vida, depois de três anos, ele vai saber quem eu sou de verdade”. TENSÃO.

Quando estávamos chegando à casa do mancebo, visualizamos o vistoso rapaz em frente ao seu portão, esperando apenas pela nossa chegada, com um belo sorriso na face. Quando percebeu que em vez de amigos abrindo a porta do carro com um saudoso “entra aí” havia uma namorada possuída pelo capiroto – com razão, coitada -, ele saiu correndo para dentro de casa; fechou o portão e ficou segurando do lado de dentro, enquanto ela, do lado de fora, dava chutes e socos e gritos insanos, deixando clara sua vontade de adentrar no recinto.

Infelizmente não posso contar o que aconteceu logo após, pois não ficamos presenciando a adorável cena que ocorria sob os olhos dos corpos celestes que abençoam corações apaixonados. Preferimos encontrar um botequim e continuar bebendo. Não preciso dizer que no meio do boteco vimos outro casal quebrando o pau, com direito a belos “vai tomar no cu, seu filho da puta”. Foram embora após essa adorável cena, ela chorando, ele com cara de sofrido.

Minha sensível amiga, a "codorninha debochada" que apreciou todas essas manifestações românticas ao meu lado, confessou que sentiu muita falta de seus ex-namorados nesse exato momento. “Olha lá pra eles, coitados. Sabe o que vai acontecer agora? Eles vão para casa transar muito gostoso, cara. Todo mundo que tem essas brigas iguais as que a gente viu hoje, transa muito gostoso no final. Que falta que eu sinto de quando eu namorava”.

Pois é, tem maluco para tudo nesse mundo. E viva o amor.