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31 de mar de 2010

Cê é macumbeira?


Ele: - E aí, sabe bater uma corimba?
Ela: - Ahn?
Ele: - Bater um tambor, fazer uma macumbinha?
Ela: - Eu? Não. Por que você está me perguntando isso?
Ele: - Tem mó cara de que sabe, pô!

(Papo de uma negra e um branco em um escritório de uma organização internacional).

Ele queria uma 'macumbinha' para fugir do trabalho . Ela só quer que um dia as pessoas parem com essa porra de se guiar pelos estereótipos.

Mulheres que gostam de “furar olho”


Adoro furar olho, adoro submergir meus dedos, um ou dois, até três, dependendo do gosto da pessoa amada. Gosto de fazer o outro rebolar, rebolar e rebolar dentro de mim. Essa é uma das partes que eu mais gosto. Me sinto viva em poder ser ativa, não só com língua e buceta, mas também com tudo que há em mim.
Desculpem-me a franqueza, mas não vejo nada de errado nisso. Alguns com certeza vão se chocar com meu relato, mas garanto que isso é pura convenção cultural.
É natural que a mulher fique de quatro e submissa receba do homem a masculinidade necessária para alcançar o clímax, a trolha, a tromba, o pau, enfim, nome é o que não falta. É adequado também, que no relacionamento lésbico, as mulheres se ajeitem, se virem e se achem com brinquedos e dedos, beleza, acho digno. Os meninos amantes de meninos podem se comer a vontade, de cabo a rabo, afinal, cu é coisa de viado mesmo!? NÃO ACHO!

No *fundo os homens gostam, e as mulheres também, todo mundo sente prazer lá. A ciência comprova que as terminações nervosas da região do ânus e dos esfíncteres são os responsáveis por boa parte do prazer anal, zona tida como SUPER erógena.  Então, por que não seria conveniente que o homem HETEROSEXUAL receba da mulher tudo que ela pode dar?

Adoro a cumplicidade da libertinagem amorosa. Poder abarrotar todas as lacunas (literalmente), e transformar o sexo numa descoberta deleitosa, me excita. Me sinto afortunada com o meu jeito de dar prazer ao outro. Não falo só de cu, mas de todos os outros recursos que a natureza proporciona para os amantes. Poder gozar é uma dádiva!

Desejo que um dia as mulheres possam perceber o papel delas na hora do sexo e que deixem de lado a ideia errônea que CU de homem é coisa feia. Mas enquanto elas não se tocam, vou cumprindo o meu papel de madame “fura olho”, relaxando os cus arredios e cheirosos que encontro pelas alamedas da vida, desvendando aos corajosos a luz no final do túnel e mostrando que no fim do poço também tem ponto G pra eles. 
Ponto mesmo é pra Gente, mulheres ousadas! 

27 de mar de 2010

Yesssssss




A síndica era uma mulher gordeta, de pele morena e cabelos sempre enrolados em bobs de plástico daqueles de R$1,99, verde-cor-de-papinha. Adorava falar com uma das mãos na cintura enquanto a outra bradava salmos evangélicos pelos corredores do prédio antigo e um bocado mal-conservado da Lapa.
Não era senhora de muitos amigos, mas gostava de qualquer um que lhe desse bom dia e dispusesse de cinco minutos para suas teorias sobre a falta de humanidade de vizinhos. Principalmente daqueles que não são capazes de dar dois nós nas sacolas de lixo antes de jogá-las no vão comum, que terminava no subsolo escuro e abafado.
O vizinho do 604 era um homem meio balofo, atarracado e com membros tão curtos que davam a impressão de que ele estava sempre eufórico demais quando acenava. Era um cara meio mau-caráter, que processava o vizinho de baixo por "risadarias e bebedeiras".

Diziam as más línguas que o vizinho do 604, pai de uma ninfeta com cara de devassa, havia tentado contra os bons costumes e passeava pelas carnes descendentes quando a noite caía. A mim não me cabe julgar, simplismente exponho o que me chegou aos ouvidos.

Certo dia, anos depois de a rebenta fugir de casa com a namorada, enquanto a síndica organizava o lixo no subsolo de maneira metódica que nada tinha a ver com a coleta seletiva de materiais, o vizinho balofo do 604 se esgueirou pelo cômodo fétido. Sem se deixar notar, se aproximou das formas disformes da síndica e, respirando apressado na nuca alheia, deu-lhe uma bela de uma carcada.

Tensa e assustada, mas ao mesmo tempo com o sexo úmido, a velha deu um gemido.

- Mas o que você está fazendo? - suava ela, sem disfarçar a felicidade perdida com os anos.

- Você quer tanto quanto eu - disparava ele, com a jóia da família tinindo.


E ali, em meio ao chorume e ao meu lixo do delivery de dois dias atrás, aconteceu o sexo mais bizarro que eu já pude imaginar.

26 de mar de 2010

O que te toca?


 








Dia desses discutimos no facebook sobre a poesia. 
O ato de montar palavras que expressem ou não um significado. 
Fiquei pensando sobre o peso do significado em si.
É natural que o ser humano busque significados para tudo, faz parte do DNA.
Outro dia eu li um poema sobre persianas que me chocou. 
Falava de como elas se relacionavam com o lado de fora e de como estava tão dentro ao mesmo tempo. Até as frestas da persiana foram descritas de uma maneira linda. Aparentemente um tema impossível de se poetizar.

Durante o papo, surgiu um assunto sobre estilo, alguém disse que não gostava dos “poetas abstratos”, aqueles que não exibem produto bruto no final. Outra pessoa falou que odiava quando o poema falava das pieguices do amor. Pois bem, o que eu acho não importa muito, e o que sei, é que alguns poetas simplesmente conseguem me despir totalmente.

O que me toca é a poesia sem peso, eu acho isso lindo. E ninguém melhor do que Wally Salomão para discorrer perfeitamente sobre o assunto, através de um poema lindo e feminino. Bebam!!!


EXTERIOR
 
Por que a poesia tem que se confinar
às paredes de dentro da vulva do poema?
Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
                              da greta
                              da gruta
e se espraiar em pleno grude
                      além da grade
do sol nascido quadrado?
 
Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?
 
Por que a poesia não pode ficar de quatro
e se agachar e se esgueirar
para gozar
-CARPE DIEM!-
fora da zona da página?
 
Por que a poesia de rabo preso
sem poder se operar
e, operada,
                   polimórfica e perversa,
não poder travestir-se
                   com os clitóris e os balangandãs da lira?
 
(Do livro -Líbia)

22 de mar de 2010

Antídoto contra picada

Todas as noites, antes de dormir, eu sento na sala, enrolo minhas mágoas na seda, acendo minhas ideias expungidas, incinero minhas queixas e solto do peito todos os espíritos que oprimem meu contentamento. Faço isso sempre, é o que me acode de dias consternados e rotineiros. Tenho tanto horror à rotina que criei uma, assim eu me socorro de mim mesma.

Me salva da cor da parede, da ida pro trabalho, dos amigos no gtalk, do café preto matinal, da poeira no canto, do dedo no 8º andar, e de todas as reproduções maquinais.

Quando eu sento à noite, eu me torno parte do lugar que me abraça todos os dias contra minha vontade. Por mim eu transformava meu caminho, todos os dias ele seria outro de novo. É por isso que eu sento e faço tudo o que faço, é o que me acalanta, é um renovo estatelado, eu não preciso ponderar, quando eu vejo, já fui e voltei!

Eu sempre torço para que as coisas mudem, de coração, mas eu não quero que toquem na minha
rotina aliada, ela é um antídoto, suga o veneno da cobra que me ataca todos os dias.



19 de mar de 2010

As vulvas são felizes


A Tati e a Cubana Libre estão certas. Pirú pequeno afeta a relação, sim, meus queridos.
O que vocês, meninos de pau pequeno, podem fazer é se conformar e achar alguma pessoa que não se importe com tamanho ou se matar. Fazer o quê?
É a cultura do pau grande!
Agora, bendita as vulvas, não é? Pequenas, grandes, carnudas, maleáveis, frisadas...
Existem todos os tipos imagináveis de formas, tamanhos e texturas de bucetas. E isso não é um problema para as mulheres.
Algumas teimam em sentir vergonha do seu clitóris grande demais, dos lábios carnudos demais e da desproporção estética.
Não se acanhem. Isso não atrapalha a relação sexual, meninas.
Cada uma tem a buça que lhe cabe. Assim como nariz pequeno ou grande, boca fina ou grossa, orelhas de abano ou não. As características variam.
Então, parem de sentir vergonha do seu sexo. O que vale é o prazer, o como fazer e não o tamanho, propriamente dito. (Coitados dos homens)

Segue o link do site
“Beaty Vulva” para vocês constatarem que existem diferentes tipos de lábios e grelos. É meio tosco, mas vale ver as fotos. São bem explícitas e variadas. :)

18 de mar de 2010

Um pouco de cultura inútil


Mundo animal
A briga dos sêmens 


Hoje nas minhas leituras descobri um fato interessante sobre as formigas-cortadeiras. Alguém que provavelmente não tinha o que fazer acabou descobrindo que as rainhas não têm uma vida, digamos, de prazer, pelo contrário, é de muita labuta. A bonita sai da colônia toda gostosona e transa com vários machos sem culpa nenhuma (essa seria a única parte boa), depois disso pode viver por até 20 anos fertilizando ovos com o esperma armazenado dentro dela (bizarro).

Esse fato já era conhecido pela ciência, mas agora biólogos do Instituto Smithsoniano de Pesquisa Tropical que trabalham no Panamá descobriram que há uma espécie de briga dentro da fêmea entre o sêmen dos diversos machos, pois o líquido de cada inseto – que se mistura dentro da gostosona– favorece a sobrevivência apenas de seus próprios espermatozóides.

O esperma só não se aniquila totalmente porque a “madona” secreta uma substância que anula a competição entre os sêmens. Assim, ela mantém seu estoque de líquido fecundante para gerar milhares de outras formigas operárias durante diversos anos. O trabalho foi publicado na edição desta semana da revista científica “Science”.

Isso de ser rainha cansa!

17 de mar de 2010

Ah, se importa.


"Não gosto de piru pequenoooooo".


Quem não lembra desta célebre frase que lançou Tati Quebra Barraco ao sucesso? Essa música é uma versão de "Don't Wanna Short Dick", de uma cantora americana que atende pela sugestiva alcunha de Gillete.

Quando a versão brasileira tocava nos bailes era um momento de total cumplicidade. Todas as mulheres se entreolhavam buscando um olhar ou um gesto de compreensão. Uma gargalhadona era quase inevitável, porque não há verdade maior.
Não gostamos de piru pequeno - não tentemos negar.
Os homens, por outro lado (os desprovidos, claro), insistem em afirmar que o que importa é o jeito, que tamanho não é documento...

Sinto informar, meus caros. É sim.

A indústria de produtos que prometem "enlarge your penis" faturam milhões por ano. Mas parece que não tem jeito. Nasceu assim, vai morrer assim.
A boa notícia é que sempre haverá alguém pior do que você. Então não se desespere.
O radialista Howard Stern, famoso por seu humor escatológico, promoveu, em 2008, o "concurso de menor penis".

Alguns corajosos mostraram a cara e o piru (ok, alguns sequer dão pra ver) lá. Não tem versão traduzida, mas vale conferir.


Uma coca e dois copos, por favor.

Eu acredito em almas gêmeas. Mais do que isso, acredito que, durante a vida, as pessoas encontram diversas “almas gêmeas” pelo seu caminho. A Alma Gêmea não precisa, necessariamente, ser um amor. Geralmente amores são sofridos, trágicos. A Alma Gêmea nos completa, nos conforta porque encontramos paz no nosso igual.

Quando você encontra uma Alma Gêmea, todo mundo percebe. Todo mundo nota uma conexão, uma cumplicidade, mesmo que muitas vezes sua alma gêmea não seja tão gêmea assim. Ela pode ter gostos totalmente diferentes do seu. Ela pode ser roqueira, e você não perder uma roda de samba. Ela pode ser cristã, e você do Candomblé (eu já vi acontecer!). Ela pode morar em frente à praia, e você, na cara da favela.

Não importa. Quando duas almas se encontram, está feito. E não adianta. Não vão conseguir viver em paz sem a outra. A Alma Gêmea divide os mesmos pensamentos. Não são precisos diálogos intermináveis. Um olhar basta. Para demonstrar felicidade, tristeza, dividir um segredo ou só para fazer uma crítica a alguém que esteja por perto.

Sorte daqueles que encontram ainda jovens a sua Alma Gêmea. Ou as suas. Não precisam temer a solidão. Estarão sempre acompanhados, mesmo que pelo coração, a uma amizade que não tem preço. Não tem distância, não tem discussão, não tem quem dissolva.

Talvez se leve tempo para consolidar uma amizade. Mas com a Alma Gêmea não existe isso. Vagavam por aí até se acharem. Pode ser um relance, um segundo, apenas um papo. Mas quando acontece é imediato. Você sabe na hora. E não vai querer desperdiçar a chance que aparece de, finalmente, se encontrar.

Triste daqueles que não acreditam em almas gêmeas. Com os olhos e o coração fechados, nunca estarão abertos ao encontro. Encontro que muda a vida, a rotina. Você se torna responsável também pela sua Alma Gêmea. Vai sentir suas dores, escutar suas lamúrias, dividir os pesares. Mas também vão chorar de alegria juntos. Comemorar as etapas da vida vencidas a dois, ou a duas. Rir do cotidiano e das coisas simples da vida. Um simples passeio de bicicleta na orla vira o momento da sua vida. Ou um papo revelador no portão. Porque você achou sua Alma Gêmea. E ela vai estar ali para sempre.

16 de mar de 2010

Quando você acha que já escutou de tudo...


... vem uma amiga e te conta a mais bizarras das histórias. Uma colega dela, que desenvolveu síndrome do pânico por conta da violência nossa de cada dia, andava com pavor de transporte público e não conseguia se conter quando algum estranho a olhava diferente. Fosse cara de fome ou tesão, a menina só pensava em uma coisa: ele vai me assaltar.

Até que, dia desses, sentada em um ônibus, vê um muchacho forte e mau-encarado entrando no coletivo. Apesar de todos os pedidos e orações internos, o cidadão sentou-se ao seu lado. E ela só pensava: ele vai me assaltar, acabou, ele vai me assaltar, eu não tenho pra onde correr.

Quando olhou pro pulso, deu falta do relógio de estimação. Pensou em gritar, correr, pular do veículo em movimento, mas descobriu força onde pensou não existir. Olhando para frente, séria, quase possuída, sibilou:

- Coloca o relógio na bolsa agora. Agora. Você não sabe do que eu sou capaz. Coloca a merda do relógio na porra da bolsa agora, A-GO-RA.

Depois de cinco segundos, o homem se levantou, puxou sinal e desceu do ônibus. Tremendo, ela chorou. Até que um reflexo diferente na bolsa chamou sua atenção. Um relógio da Nike masculino, novo, jazia tranquilo no meio de suas posses. Ela havia assaltado o homem.

Aprecio o gênero feminino


Pensando no quê escrever, depois de muito pressionada, percebi que está faltando a opinião de quem aprecie as mulheres que bebem.
Cá estou.
Uma mulher que aprecia mulheres e mais ainda aquelas que bebem. Essas sabem viver de verdade.
Eu gosto de todos os tipos de mulheres e bebidas.
Das mais doces e viciantes às mais fortes e marcantes.
E não pensem que é uma declaração lésbica, não!
Ok, confesso, gosto de mulher.
A questão é que o gênero feminino é atraente por natureza.
Quem não gosta dos olhares penetrantes e dos cílios? Adoro cílios longos. Eles realçam o olhar, não é?
As mãos delicadas que parecem pêssegos de tão suaves e também as mais fortes com veias salientes e pegadas seguras.
O andar atraente.
Admiro as que conseguem andar de salto. Ficam tão femininas e sensuais.
Eu não me atrevo. Meus pés são acostumados ao baixo.
Mas não deixo de admirar as mulheres que usam sandálias baixas, tênis, chinelos, as que gostam de pisar no chão...
E mesmo jurando que não, quem não gosta dos dilemas infinitos? É uma criatividade só.
Eu poderia ficar escrevendo laudas e mais laudas sobre elas, sobre todas nós...
Ahhh, como esqueci de mencionar a melhor parte?!
Mulheres e o charme, a manha, o dengo.
Casamento perfeito não há.
Quem nunca foi vítima de uma ‘cena’ ainda não viveu.
Seja de ciúme barato, paixão avassaladora ou qualquer coisa que valha a pena fazer bico.
Muitas vezes irrita, mas que é bonitinho é.

15 de mar de 2010

Livrai-nos da rotina!



 Me convidem para uma daquelas surubas calígolentas, prometo que farei um bom trabalho. Apertarei paus e dedarei bocetas. Perderei toda a minha inocência e respeito próprio. Arrancarei a roupa de qualquer um que lá estiver, e com minha boca farei jorrar litros de gozos, seja de homem ou de mulher, eu farei um bom trabalho! 

Não cobrarei reciprocidade, não me julgarei dona de verdades. Me doarei de corpo e órgão genital, e de cu também.  Sugarei todos os líquidos para meu interno desejo de saciar o alheio desconhecido, até repito: farei um bom trabalho!

Se por acaso eu estiver quase gozando por força do momento, pararei e retalharei meus próprios sentidos, não quero sentir nada além da sensação de altruísmo sexual.
Me convidem para esse evento, mas por favor não me peçam para fazer tudo igual no dia seguinte. Eu não me encaixo nas rotinas...

14 de mar de 2010

O maravilhoso mundo do Shoptime


Oi, meu nome é Bendita Margarita e eu estou viciada em Shoptime. Há dois dias, no entanto, não compro nada por telefone, internet ou catálogo, e me considero por isso uma vitoriosa. Nem quando o Bottini grita, nem quando a Flavinha lembra que minha cozinha ficaria muito mais funcional com uma faca elétrica Fun Kitchen nem quando aquela outra meio gordeta passa a mão pelo conjunto de cama Bali 300 fios percal e me descreve o prazer do toque do algodão puro, geladinho, com a pele em uma noite de verão. Não compro, não compro, há dois dias já.

Mas não resisto às sirenes ou às caras de surpresa quando o preço das panelas La Cuisine baixam de 260 para 199 felicidades, acompanhando ainda um conjunto de utensílios para a cozinha e tigelas em inox. Durante o lançamento, anteontem, da batedeira orbital profissional Fun Kitchen, que bate massas leves, amassa as médias e sova as pesadas, tive o que me lembrou um orgasmo: meu corpo estremeceu, meus pelinhos do braço eriçaram e gemi, ofegante.

Hoje tenho 16 cartões de crédito estourados, e devo um total de 9 mil reais a quase todos os bancos do país. Minha casa, super-equipada e moderna, não tem luz - desviei o dinheiro que pagaria à Light para a nova esteira LifeZone, que tonifica glúteos e pernas enquanto assisto TV no modelo de última geração que comprei durante o Eletroinfo no fim de semana passado.

Mesmo sem luz - ou água, já que também tive que dar o truque da galinha morta pra cima da Cedae - me considero feliz. E tendo isso devidamente colocado, peço publicamente aqui a colaboração de algum leitor gentil que possa ceder o espaço da casa para abrigar todos os meus apetrechos multifuncionais. Nessa brincadeira toda, fui alvo de uma ação de despejo e não tenho pra onde ir ou levar meus dotes. Mas, há dois dias, não compro nada.

10 de mar de 2010

O jejum



Havia marcado no relógio: depois das oito da noite, não comeria nem beberia mais nada. Na manhã seguinte, faria exames de sangue que dependiam das doze horas de jejum dedicado e sofrido. Detestava jejuns, adorava comer, e repudiava qualquer imposição médica além de seu entendimento básico.

Para se esquivar da bronca e da tensão com a proximidade do encontro com a agulha e o garrote, sentou no sofá e ligou a TV, mas nada prestava. Pegou uma revista, pegou outra, depilou as axilas e tomou uma ducha rápida pra se limpar dos estresses do dia.

Com o prazer da água gelada escrevendo caminhos por seu corpo, abriu a boca e deixou que as gotas entrassem. Por uma fração de segundos, pensou em deixá-las seguirem seu caminho natural e refrescassem órgãos tão cansados. Sorte ou aviso divino, lembrou-se do jejum. E cuspiu debilmente.

Deitou-se na cama e, no computador, leu emails. O tédio acabaria quando o namorado chegasse do trabalho, desejoso de momentos hedonistas com aquela mulher que havia escolhido pra si. E ele chegou, cansado, quase quando o relógio marca a mudança de um dia para o outro, mas com o desejo latente. Se abraçaram e beijaram e abraçaram a idéia de fazerem pecados suados no sofá-cama marcado por cigarros outrora acesos.

Lasciva como era ela, jovem em cada poro sacana, desceu os jeans que guardavam as jóias que a faziam tremer. Beijou e provou o gosto que tanto gostava, e quando o prazer já não mais cabia em si, percebeu a terrível verdade: havia burlado o jejum.

Tem coisa pior que ejaculação precoce?


Resolvi colar essa imagem (pra ver maior é só clicar em cima), pq acho o yahoo respostas uma das coisas mais engraçadas que eu já vi. Tem pergunta pra tudo, e vc sente o cheiro do deespero alheio... Desespero é uma coisa muito gozada.

Mas voltando à pergunta do título: Tem coisa pior que ejaculação precoce? 
Nãaaaaaaaao, acho que não, acho que é pior do que disfunção erétil. Sim, pq daí vc sabe que não vai subir mesmo, é frustrante, mas não tanto como um vapt-vupt sexual. Se criança precoce já é irritante, imagine a ejaculação né? Imagina uma Maysa em formato de pênis "the flash". Afeeeeemaria!

Cara, e tem outra, a penetração é um momento tão lindo, tão sublime, tão perfeito, às vezes vc só quer que nunca mais acabe. Mas, em contra partida, eu imagino o quanto deve ser difícil o ser humano querer segurar o gozo e não conseguir, deve ser muito dolorido. E pior, depois de sei lá, dez segundos, dar aquela gozada indesejável, não consegir disfarçar a respiração ofegante, do tipo: - “Tô afobadinho, foi bom, mas sei que fiz merda”.

É deprimente olhar nos olhos do ser humano com gozo precoce. Por isso que eu digo, tem muito homem aí que deve levantar os dedinhos pro céu e agradecer por eles todos os dias. Afinal, tamanho nunca foi e nunca será documento, e de fato, talento é o que conta, principalmente nas horas de crise.

Áh e para aqueles meninos que tinham dúvidas sobre o Boston Medical... fica aí a dica do nosso amigo, o Carlos Eduardo, que prestou condolências ao precoce "WIWI". 
Os homens são fascinantes né? 

Beijo pra todos!

9 de mar de 2010

O Segredo de Heleninha Roitman - Ela sempre teve razão!

 Direto de WASHINGTON

Pesquisa revela: Dois copos diários de álcool ajudam as mulheres contra a obesidade.

 - As mulheres que tomam dois copos de vinho, cerveja ou outro tipo de bebida alcoólica diariamente correm menos risco de engordar do que as abstêmias, revela um estudo publicado nesta segunda-feira.

Cientistas do hospital Brigham and Women de Boston (Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos) ouviram 19.000 mulheres americanas sem problemas de sobrepeso, com idades de 39 anos ou mais, sobre a quantidade de bebidas consumidas diariamente e as monitoraram durante 13 anos.


Nesta pesquisa, o grupo maior, com 7.346 pessoas, era formado por mulheres que não consumiam bebidas alcoólicas em hipótese alguma, revelou o estudo divulgado nesta segunda-feira na publicação Archives of Internal Medicine.

O segundo grupo mais importante, com 6.312 mulheres (cerca de um terço do total), era formado por mulheres que tomavam cerca de um terço de copo de vinho, cerveja ou outra bebida alcoólica por dia, enquanto 20% tomavam um copo; 6%, dois; e 3%, mais de dois.
O copo de álcool considerado padrão nos Estados Unidos, seja uma taça de vinho (15 cl), um copo de cerveja (35 cl) ou uma doses de 43 ml de uma bebida com uma graduação alcoólica de 80, contém a mesma quantidade de álcool, 14 gramas.

No período de 13 anos estudado, as mulheres que não consumiam álcool foram as que mais engordaram, e as que tomavam o equivalente a dois copos diários foram as que mais próximas ficaram do peso ideal.

O vinho tinto se mostrou a bebida mais eficiente contra o sobrepeso, mas todos os tipos de álcool consumidos, inclusive o vinho branco, a cerveja ou os licores, mostraram a mesma “associação inversa entre consumo de álcool e o risco de sobrepeso ou obesidade”, segundo o estudo.

Os autores do trabalho evitaram, no entanto, recomendar o consumo de álcool como maneira de lutar contra a obesidade, devido aos problemas médicos, psíquicos e sociológicos vinculados.

O que você está esperando?  
Habemus Bebidaaaaaaa!!!!

4 de mar de 2010

Ai de ti, Copacabana

Dia desses estava na praia de Copacabana com o namoradinho alemão.
Um ladrão visivelmente drogado se aproximou dizendo “Quero tudo do gringo aí. Passa tudo”. Eu, querendo amenizar a situação para não traumatizar o turista, ofereci ao pobre homem 20 reais de meu bolso.
Surpresa foi a minha quando ele disse “Não, de você não. Tu é trabalhadora. Quero do gringo aí.” Quando a gente acha que já viu de tudo na vida ainda somos surpreendidos por um ladrão com consciência social.
Fiquei pensando o que leva um ladrão a ter tal atitude. Será que existem especificações para os ladrões, como “ladrão de turistas desavisados”, “ladrão de playboy marrento”, “ladrão de senhorinhas inocentes”?
Imagino-o chegando para o chefe do bando dizendo “Pô o movimento tava fraco hoje, só tinha trabalhador”. Isso procede?
Depois de uma breve discussão tentando convencê-lo a não levar mais do que 20 reais ‘do gringo’ (afinal, este valor já garantiria a droga da noite) ele deixou a praia nos desejando boa noite, boa sorte.

A religião segundo Riobaldo


“todo-o-mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece principalmente da religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara a loucura. No geral. Isso é que é a salvação-da-alma... Muita religião, seu moço!”

Quem escreveu foi o digníssimo, morto e enterrado, porém ainda vivo Guimarães Rosa, em Grande Sertão: Veredas. O trecho desse clássico da literatura brasileira me fez recordar uma de minhas aventuras quando universitária, em que durante um projeto antropológico tive que experimentar o tal “estranhamento” dos que interagem em culturas que não são nativos. Pois bem, como bela ateia que sou, nada melhor do que me esbaldar estranhando alguma dessas religiões fundamentalistas; e lá fui eu, me embrenhar em uma conhecida igreja “de crente”.

Acreditem, eu, que sempre achei um absurdo essa insistência do ser humano em aceitar dogmas que não me entram na cabeça, quase abri minha esmirrada carteira e fiz uma pequena contribuição durante o culto. Não que eu tenha sido contagiada pelo lero-lero que ouvi. Pura lorota, enrolação total – com todo respeito aos seguidores da religião, é claro. O que me deixou abismada foi a fé das pessoas. Elas realmente acreditavam em tudo o que ouviam. Sem o menor pudor, berravam, pulavam, em um misto de “aleluia irmão” e “eu acredito” que só vendo mesmo para acreditar. E a Coladinha aqui, mera espectadora, que fez de tudo para não chamar a atenção naquele ambiente - que em minha concepção era no mínimo excêntrico - fui justamente o centro dos olhares mais incriminadores, por não me render aos rompantes religiosos em nome do Senhor-Todo-Poderoso.

Quando a socióloga disse que depois de interagir com a cultura escolhida nossa visão ia mudar, mesmo já tendo realizado uma vasta pesquisa sobre o tema, ah-há, claro, não acreditei. Fui ao tal culto só para confirmar o que eu já sabia: pilantragem em cima de uns fanáticos enlouquecidos. Mas... Não vamos dizer que mudei de ideia, mas ampliei minha visão. Existem pessoas que precisam desesperadamente acreditar em alguma coisa para suportar as idas e vindas da vida. E quem sou eu para criticar?

De minha parte, prefiro não aderir à crença religiosa alguma e continuar louca de verdade, como disse um dos meus ícones literários, o Rosa. Não, não sou nenhuma niilista, mas o que posso fazer se tudo o que gosto e faço é pecado? Prefiro continuar não acreditando que vou passar a eternidade queimando no fogo do inferno. Portanto, se a minha vida terrena é baseada em momentos orgasticamente profanos, os religiosos que não me condenem, pois eu não falo nada deles. Mas, por favor, que ninguém venha se explodir perto de mim.

Oi, aqui é o amor

Eis que na semana de Carnaval, os repórteres que não vão balançar seus corpitchos desejados pela Sapucaí ficam, inevitavelmente, com a sobra dos eventos divertidos da festa da carne. Eu fui uma das contempladas com o plantão da manhã, e tive a sorte de pegar uns personagens no mínimo divertidos.

Dando pinta com suas tranças, um Vagner Love todo pimpão se deu bem às custas da semelhança com o craque do Flamengo. A história completa vocês conferem aqui, na matéria feita por esse drink ousado que sou eu.

Pois bem, depois da leitura obrigatória, conto o que motivou esse post. Já durante minha entrevista com o ser serelepe, você notava que o cara realmente se achava o Vagner Love. Balançava as trancinhas, sorria no estilo Don Juan, falava de si na terceira pessoa (sempre repetindo o nome do jogador) e pedia, insistentemente, que eu ligasse pra ele.

Os dias se passaram, e...

Numa sexta-feira animada ao som de I Will Survive, no estimado reduto sacro Buraco da Lacraia, meu celular me lembra que existe por volta das duas da manhã. Um número estranho, não registrado na agenda, me chamava. E eu, feliz como uma margarita batizada pela Lapa, atendi.

- Sim?

- E aí, gatinha, aqui é o Love.

Oi??? Quem???

- Aqui é quem?

- É o Love, o Love, que você entrevistou.

- Ham... (pensando em coisas como "por que ele está me ligando a essa hora" e "deus, ele insiste em se chamar de Love")

- Então, tenho uma matéria sensacional pra você, um furo de reportagem.

- É mesmo?

- É... então... eu fui barrado em uma boate da Zona Sul porque descobriram que eu não sou o Love carioca... mas eu sou o Love, disse que eu trago felicidade às pessoas quando elas acreditam que eu sou o cara... Isso é uma injustiça!

Diante da... injustiça, me coube fazer 'aham', desligar o telefone e voltar, linda e bela, pra uma noite devassa na Lapa.

3 de mar de 2010

She's a maniac!


“Ser maníaca sexual é muito ruim”. Essa era a frase que Marluce sempre repetia nas rodas de cerveja e conversa. As amigas mais desinibidas, sempre contestavam a moçoila, as recatadas aprovavam com a cabeça afirmando:
-Deve ser mesmo, essas coisas eu só faço com amor.
Era sempre assim, Marluce se sentia outra quando dava boas gozadas, mas se deprimia quando era arrebatada pela vontade incontrolável e constante de dar a buceta.
Podia estar de dia, podia ser de tarde, e se fosse de noite lá estava o grelo da moça latente que nem dedão depois da topada. Ela costumava forçar a mente para que o pensamento mudasse de figura, mas nada adiantava. Uma vez, até chegou a fazer análise com uma terapeuta popular pelo SUS.

Marluce, já cansada de tantos constrangimentos, resolveu que ia ficar um tempo sem transar, e a partir daí a moça conseguiu, aos poucos, canalizar a tensão sexual. Quando a vontade vinha, ela tomava café preto e ouvia blues. O tempo foi passando e com ele a afobação e a ansiedade já não eram tão constantes. Mas às vezes ela tinha recaídas brabas, e se auto-agradava no banheiro do trabalho, lugar onde passava a maior parte do seu tempo, cenário onde vai viver o maior constrangimento da história de sua “doença”.


O Dia dia D
                       
Era uma tarde de tédio, daquelas que a gente questiona o motivo da vida. A garota estava na sua função corriqueira e inútil, tão insignificante, que o conto nem vai contar. Fazia seu trabalhinho bobo, quando derrepente recebeu um coice mental, era ela, a vontade de dar e receber uma boa de uma rola masculina.
Se revirava, daqui e de lá, botava as mãos entre as pernas, sentia uma quentura que machucava de leve, a pele fina da buceta, muito úmida, mais inchada que a boca do senador Heráclito Fortes do DEM.

Depois de alguns minutos segurando a onda, ela se lembrou do sonho que tivera na noite passada. Na ocasião, um rapaz interessantíssimo, estilo Javier Bardem, abordava a moça numa lavanderia, beijava-a repentinamente, como se estivesse beijando um bilhete premiado da Mega Sena, levantava sua saia e a sugava, colocando o grelo latejante para dentro da boca macia, como textura de beijo apaixonado, sujo de sorvete. Marluce suava um suor doce, enquanto era lambida do pescoço até o dedinho dos pés.  A moça gozou por cima dos jeans sujos do cara, ao som de What a feeling, tema do filme Flash Dance, que tocava no som ambiente do lugar. Além da sensação incrível de êxtase, o que mais marcou aquele momento, foi o cheiro de amaciante que envolveu o ninho no ato do clímax.. Foi um sonho incrivelmente delicioso, e claro, acordou tão melada que sujou a calcinha de maneira prolixa.  

Quando a moça se deu conta, já estava com a saia levantada, sentada no vaso sanitário, dentro do banheiro da empresa. Seus dedos da mão esquerda abriam a buceta, enquanto os da direita friccionavam descompassadamente o clitóris enorme e excitado. Ela revirava os olhos e prendia a respiração ofegante, seu coração apanhava mais que caipirinha com limão. O gozo surgiu rasgando todos os sentidos à flor da pele, levou o tédio e os questionamentos de Marluce, que podia sentir todos os seus músculos num único propósito, chegar lá, preciso chegar lá, Cheeeeg, hannnnnnnnn, e... CLECK!!!!
O futuro malvado como ele só, aprontara com a moça, transformando o seu pós-auto-sexo, num momento de puro terror. Acontece que, no ímpeto do tzão, a maníaca sexual esqueceu de passar a chave na porta, possibilitando o maior flagrante da história da empresa. Eis que entra pela porta, a mulher do departamento pessoal, Fátima Amaral, que arregalou os olhos ao ver que tinha invadido o banheiro com alguém dentro.

No súbito da atitude descaralhada, (marluce era mestre nisso), rolou para o chão, fazendo uma abertura com as pernas, igualzinha aquela dançarina de polainas do filme Flash Dance. Esticou os braços como se fosse rodá-los como hélices e nessa hora sentiu  a buceta bater no piso gelado. Olhou rápido para Fátima, que estava de pé na porta, tentando entender o que ela fazia arreganhada no chão. O cinismo da dançarina invadiu a cena, olhou para a espectadora com surpresa e constrangimento, mas ao mesmo tempo indiferente, disfarçando muito bem seu nervosismo. Levantou num pulo só, lavou as mãos com sabonete de erva doce e saiu dançando e cantarolando:

-          She’s a maniac, maniac on the floor. Maniac, maniac on the floor… You work all your life for that moment in time. It can come or pass you by. It's a push of the world but there's always a chance. If the hunger stays alive

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e SEXO


No prédio onde trabalho, na Lapa, acontecem as coisas mais bizarras. Volta e meia, pra desestressar da pauta furada ou pra xingar tranquila as decisões editoriais que vêm de cima - sempre de cima, enquanto eu não sou lá muito chegada a ficar embaixo -, me junto com duas amigas, que trago de outros Carnavais, no fumódromo.

Breve contextualização do fumódromo: é onde um dos mais antigos mistura vodka na coca-cola e pisca maroto pras menininhas, é onde aquele outro fiscaliza o cofrinho alheio através do vidro que separa a fumaça assassina da lanchonete, e é onde, sim, você se delicia com pequenos shows de sexo desinibido, projetadas, ao vivo e a cores, do prédio que fica em frente.

A diversão acontece sempre - mesmo, diariamente - por volta das 18h, e vem diretamente da segunda janela, contando de baixo pra cima, na extremidade da esquerda. Ah, o roteiro pode sofrer alterações de acordo com o tesão alheio.

A mulher, uma balzaquiana gordeta de pele branca e cabelo platinado com ar de quem abusou do Neutrox, pode entrar no que supomos "o quarto" de toalha enrolada no corpo e começar a se vestir, enquanto o affair tropical chega, também branco como minha bunda e uma barriguinha um pouco maior que ela, todo serelepe com o campeão cheio de gueri gueri pra senhorita casta.

A cena varia: ela pode entrar nua, os países baixos negros como o pecado e as formas sem qualquer simetria, ou ela pode entrar vestida, abrir a cortina, e começar a se despir, sempre com os atributos que Deus lhe deu voltados pros transeuntes.

Aí, pode começar uma mão no peitinho, por exemplo, janelas abertas e cortinas ao lado, tudo direcionado ao prazer do espectador. Ou espectadores: cerca de dez jornalistas que, pra dar aquela relaxada no fim do expediente, recorrem à dobradinha cigarro + sexo. Bah, o sexo nem precisa ser necessariamente com ele.

Pra quem vê, pode ser constrangedor no início. Mas te garanto, caro leitor, cara leitora, ninguém tira os olhos do casal que curte um voyeurismo. E a danada dá de costas, dá de quatro, dá em cima e dá por baixo, faz coisas com a boca que você nunca haverá ousado, e grita os prazeres da vida como se o mundo não valesse o constrangimento dos encontros casuais no bar que fica embaixo do edifício.

Ela faz de tudo, o cara urra de tesão enquanto, discretamente, faz pose pra ficar bem na fita pros vizinhos da frente e chegou, há quem diga, a colocar as mãos na cintura, em um gesto triunfal que decretava sua vitória sobre aquele ser já moribundo de sutiã vermelho-sangue, apoiado no parapeito da janela.

E ainda tem gente que diz que o trabalho lá é chato. Pode ser tudo, menos chato.

Papéis vazios

Quando eu era criança, não tinha coragem de escrever nos meus papéis de carta. Não preenchia suas perfumadas folhas com estúpidas letras, que tanto de mim revelavam, só para manter aqueles pequenos recortes intocados. Tão ocos, opacos, eram meus papéis; apenas objetos de contemplação. E quando cresci, aquelas lindas mas medíocres recordações vazias nada mais me diziam, nada mais representavam. As linhas não rabiscadas se foram aos poucos, amassadas, jogadas fora... perderam-se no tempo e em minha memória.

Sessão nostalgia total.

Papel bom, era o papel de carta!











Hoje eu tive uma lembrança boa, dessas que avassalam a gente e nos fazem voltar no tempo. Lembrei de como eu gostava dos papéis de carta, apesar de nunca ter tido uma coleção interessante como as que tinham as meninas da minha rua, afinal, eu sempre fui uma garota avoada, sem ídolos, sem coleções, sem conclusões, sem eira nem beira.
A única coisa que eu mantinha como um ritual era escrever, por isso me apegava tanto aos meus papéis de carta. Enquanto as minhas amigas exibiam coleções lindas e intactas, dentro das pastas transparentes, eu tinha cada vez menos papel, que viviam escritos, cheios de ideias mirabolantes e estórias que eu queria viver.
Na verdade eu não entendia como era possível não querer preencher de palavras papéis tão fofos e bonitos, tinha uns que eram cheirosos, cheiro de morango, cheiro de bebê, cheiro de limão, cheiro de doce...
Agora, a gente mal escreve com caneta, tudo é Word e graças ao corretor ortográfico a gente escreve menos errado.
Viva a modernidade, mas saúdo a nostalgia sempre que puder!

2 de mar de 2010

Um brinde

Já que é para “expor as ideias de nossas cabeças pensantes e atuantes no campo da conivência humana” em um “blog completamente despretensioso e cretino”, segundo palavras de querida Caipirinha da Silva, resolvi abordar um tema que pode ser considerado o cúmulo do clichê nesse espaço unicamente feminino: a liberdade de expressão da mulher. E sim, adoro clichês, breguices e afins. Quero fazer um brinde às fêmeas que não se importam com o juízo de valor imposto por uma cultura ainda machista, que têm como única pretensão viver, sem se limitar às convenções ou preconceitos. Como farei isso? Com um singelo poema de minha autoria, escrito há algum tempo, que já é de conhecimento de algumas das minhas estimadas coleguinhas de blog, que não só bebem, como também entornam.

Não quer escrever
Quer ser puta e fuder por dinheiro
Quer transar sem precisar beijar
Quer ganhar gorjeta por uma boa chupada

Menina de família não sente prazer
Garota bem criada é boneca de louça
Quer ser prostituta e cobrar pela foda
E quando gostar do cliente quer gozar até enlouquecer

Fica em cima, fica em baixo
Pode dar de quatro, do jeito que quiser
Não fode muito bem, avisa aos interessados
Mas quer virar puta para perder a vergonha...

Vergonha que carrega quando nasce mulher
Que não tem direito de ser feliz sem preconceitos
Vai largar tudo de mão e virar prostituta na esquina
E que se dane o mundo, ela quer sexo

Se quiser pode não cobrar
Pode apenas ter o gostinho de dar para um fudido qualquer
Por caridade, por carência, por raiva
Sem constrangimento de ter nascido com a xota entre as pernas

Vai virar puta e rodar bolsinha na central de Brasil
Onde o mundo vira de cabeça depois das vinte e duas horas
Vai cobrar mais caro aos clientes que não a interessarem
Vai atender trinta homens em uma única noite

Como deve fazer uma boa puta que se preze

E tenho dito.

1 de mar de 2010

Vendo minhas lágrimas!



A iniciativa partiu de uma produtora de Portugal, chamada Cabra Cega. Eles vivem criando projetos loucos e inusitados, sempre que posso acompanho no site as ideias que muito me instigam a fazer coisas também, mas aí eu acordo e volto a fazer divulgação de campanhas nos shoppings para os jornalistas.

Na descrição da exposição, eles contam que a música que serviu de inspiração para colher as lágrimas, foi uma da Fafá de Belém, “O Meu Bombom”, a canção da fita K7, que a menina “está a ouvir”. Eu achei a coisa mais fofa!

Refrão:

Meu bombom de vários sabores
De todos os amores que já desfrutei
Meu bombom doce cristalino
Voltei a ser menina quando te provei...


Emoção total!!!!