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22 de nov de 2010

Blindex - O mito (Parte I)


Sou uma menina muito bem resolvida. Estava sei lá há quantos séculos sem dar uma boa transada, e como não consigo ficar muito tempo sem concretizar o ato físico do amor, decidi apelar para um sexo sem compromisso com um P.A. (Pau Amigo). O problema é que nem isso eu tinha, questão facilmente resolvida, levando em conta toda essa minha estonteante beleza mourena.

Foi mais ou menos assim. Um amigo por quem sempre nutri um grande carinho fraternal – e que, por um acaso do destino, eu já havia dados uns beijinhos bestas, logo assim que nos conhecemos -, me ofereceu uma carona pós-festa. Levemente alcoolizada, para variar, adentrei ao veículo automotor, sem imaginar que qualquer pensamento malicioso se aproximasse da massa cefálica de meu gentil companheiro.

Eis que durante o trajeto à minha humilde residência, ele começou a demonstrar leve inclinação ao meu ungido corpinho. Ao que eu lembrei que ele morava na mesma rua em que a festa ocorria, então, por que raios estava me levando para minha casa, localizada do outro lado do continente? Outros amigos que moram próximos de mim também estavam indo embora, eu não tinha problemas de retorno ao lar. Subitamente, senti uma leve maldade no que outrora fora uma inocente carona.

Na hora de me deixar, em vez de apenas parar o carro para eu descer, ele estacionou. E-S-T-A-C-I-O-N-O-U. “Hum... ele tá querendo um assunto”, pensei eu, cá com meus botões. “Como não peguei ninguém hoje, vou dar uns beijinhos descompromissados nesse indigente”. Fiz o meu papel e, muito franca, agarrei mesmo.

Flashback de contextualização
Ele sabe que sou dessas que quando querem, fazem por onde. Afinal, a gente só tinha ficado uma vez antes porque, como o tapado era um enrustido que não tinha capacidade de revelar toda a chama do amor que queimava em seu coração por mim, eu acabei tomando uma atitude. Eu é que não ia ser maluca de virar BEFIF (best-friend-de-infância-forever) de uma pessoa que eu queria dar uns beijinhos, sem antes dar esses beijinhos. Nossa relação já estava fadada à pura amizade, só que eu odeio sentimentos encubados. Aproveitei um dia em que nosso sangue tinha na composição cavalares doses de teor etílico e parti para o ataque. Não, os homens não são os únicos sujos que se aproveitam da bebedeira alheia.

O contrato
Voltando à carona-maliciosa-outrora-inocente. A gente deu uns beijinhos e tal, e como ele sabe que sou cheia de frescura, nem se engraçou muito – leitores, é sério, sou meio sandyzinha, mesmo. Para deixar alguém colocar a mão nos meus peitinhos é um parto, apesar de já não ter lá mais 15 aninhos. Juro que eu não queria ser assim, mas eu sou. Bem provavelmente deve ser por isso que eu quase nunca pratico o ato da fornicagem.

Enfim. Não deu muito tempo e ele queria ir embora, ao que rolou o seguinte diálogo:

- Ah, tá. Você é muito espertinho, né? Só porque eu sou só sua amiga, você já tá querendo ir embora?
- E você tá achando que só porque é toda bonita desse jeito, vai ficar me enrolando?

Plin. Caiu a ficha. Ele ia ser meu P.A, como eu não havia pensado nisso antes? Apesar de sermos muito amigos, ainda não tínhamos chegado àquele nível “não foderíamos de jeito nenhum”. Então, muito direta como sou, fiz a seguinte proposta:

- Poxa, amigo, eu tô há maior tempão sem transar. A gente podia fazer um sexo sem compromisso, sem MUDAR EM ABSOLUTAMENTE NADA NOSSA AMIZADE. Eu só quero FUDER. Aí, sempre que eu precisar, eu te aviso e a gente transa. Mas continuamos sendo SÓ AMIGOS. Eu continuo pegando meus namoradinhos e você continua com suas gambiarras da vida, como se nada tivesse acontecido.
- Já é, vamos transar agora!
- Agora não, tô pingando (eufemismo para menstruada).
- Porra, tu fica 20 mil anos sem dar, e quando decide dar, você tá menstruada?
- Pois é. Deixa pra outro dia. Mas eu vou avisar de novo, a gente vai só transar, eu quero só sexo. Se nossa amizade for mudar alguma coisa por causa disso, então eu não quero.
- Pode deixar, não precisa ficar repetindo, eu não sou igual a esses psicopatas que você fica.

Como um bom amigo, eles estava acostumado a ouvir minhas peripécias nos caminhos da paixão, e sabia que, não sei por qual motivo, só atraio homem doido, desses que te pedem em casamento assim que te conhecem. Nunca vi ter um imã para gente maluca como eu. Deve ser por isso que eu tenho essa total aversão a dar minha refinada flor para pessoas que não façam profunda parte do meu círculo social. Vai que eu sou fortemente psaicopateada? Tensão.

Mas, enfim. O que importava é que nosso trato estava feito: amizade com direito à regalias especiais. Eu – aleluia! – ia dar uma cruzada gostosa, descompromissada, sem riscos de estresses posteriores.

Fim da primeira parte. Amanhã, cenas do capítulo final.

4 comentários:

  1. Vc esqueceu de enfatizar q a ANOS vc não cometia tal ato de fudelância, ou seja, o último felizardo foi o primeiro! Entendam como quiser...

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  2. quem foi a alma sem luz q publicou leviano comentário?!?!

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  3. A verdade é que todos e todas ja passaram por isso em algum momento da vida. A diferença é q póucos assumem e relatam.

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  4. ñ sofro desses problemas :P
    falo até demaaaaaaaaaaaaais

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Áhh, que fofo você comentar!!!