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9 de abr de 2011

Com mamãe no Sex Shop

Senhora minha mãe é um ser doce, uma clássica senhora-de-família-ungida-de-pureza. É um anjo de candura. Não sei como me tornei o ser estragado que sou, sob os cuidados de uma santa como ela. Não obstante o carinho o qual essa abençoada mulher dedicou a mim toda sua vida, depois de crescida, resolvi revelar à senhora minha mãe esse mundo mundano o qual habitamos.

Estávamos batendo nosso habitual papo saudável, quando informei que minha querida e amada amiga que vai casar no final do mês, fará um chá de lingerie. Como eu acho calcinha e sutiã algo muito over - sou dessas sapecas que gostam de inovar -, comuniquei que iria a um sex shop comprar algo mais ousado. Timidamente, ela disse que tinha curiosidade de conhecer tal recinto, posto que nunca havia adentrado em singular estabelecimento. Na mesma hora decidi: ela iria comigo.

A rapariga que eu citei no post anterior – aquela que me aconselhou a pomadinha que deixa a pepeca novinha em folha e que é especialista na arte de dar o botão - disse que havia um ponto de vendas de produtos-da-consumação-da-paixão muito bom, em um dos mais tradicionais bairros carioca: Madureira City. Eis que fui com senhora-santa-minha-mãe fazer compras de assessórios para o sexo alternativo, em um bairro popular do Rio de Janeiro.

Para início de conversa, senhora minha mãe ficou morrendo de vergonha de entrar. Eu mandei logo um “mãe, me poupe, entra”. Meti o pé e ela veio atrás, toda encabulada. Mas vocês tinham que ver a cara da pobre coitada quando entrou. Ficou chocada com as imagens explícitas de fudelancia total, sejam anais, vaginais, penianas ou animais, reveladas de todos os ângulos possíveis. “Mãe, você achou que iria encontrar o quê aqui? Imagens penduradas de santinhos?”

Papo de cumadres

Pois estava eu me escangalhando de rir com as coisas bizarras que eu encontrava lá dentro. Fiquei, por exemplo, imaginando como seria a copulada com um rapaz que usasse uma sensual cueca com uma tromba de elefante, onde a tromba seria, é claro, seu robusto falo protuberante. Bom, bom, boooom demais.

Até que senhora minha mãe começou a me puxar e falar baixinho “Vamos logo, minha filha, não quero ficar mais aqui não”. “Ah não, mãe, agora você vai esperar! Não queria conhecer? Então agora espera!”.

Mas o melhor de tudo foi a cara que ela fez mediante meu discreto diálogo com o vendedor, um jovem rapaz de trejeitos afeminados, muito simpático por sinal. “Uma amiga minha vai casar, quero dar uma coisa legal. O que você recomenda?” “Tem uma pomada muito boa para o sexo anal aqui” “Sério??? Ela tá doida pra dar o botão, mas nunca deu porque diz que dói muito! É essa aí mesma que eu vou dar!” (para quem não lembra, já até fiz um post sobre ela, que quer porque quer liberar as pregas anais para o noivo e prometeu realizar tal façanha durante a lua de mel).

Mas voltando ao diálogo. Quando minha mãe ouviu essa minha delicada e sutil observação, só faltou enfiar a cabeça debaixo da terra, coitada. “Mas menina, como você diz uma coisa dessas?”, falou toda enrubescida. Agora imagina a cara que ela ia ficar se eu tivesse dito que ia comprar alguma coisa para mim? Preferi poupar minha santa mãezinha de tal experiência constrangedora - para ela, é claro, porque eu não estaria me importando muito com isso - e resolvi deixar para fazer aquisições pessoais em outra oportunidade. Ela não merecia presenciar tal cena.

O melhor foi chegar em nosso humilde lar e contar a experiência para o senhor meu pai, que diferente de minha santa mãe, é um belo de um sem-vergonha-fanfarrão. Ele começou a rir e disse que vai acompanhar sua virginal esposa em uma excursão ao sex shop, para que os dois possam comprar algo divertido em comum acordo... papai, passo mal de rir só de lembrar a cara que a coitada fez, de tanta vergonha que ficou. Roxa total. Aliás, se ela sequer imaginar que eu divulgo esse tipo de informação para apreciação pública, eu juro que ela tem um troço.

Agora, digam-me uma coisa, queridos leitores. Como é que uma pessoa dessas pode ter criado um ser tão descarado como eu? Coisas que a psicologia, antropologia, sociologia e afins jamais explicarão. Vai ver que é por isso que, apesar de ser uma moça descolada, eu tenho sérios problemas em sair distribuindo a ximbica por aí. Resquícios maternos.

7 comentários:

  1. No fundo a uma briga interna entre o que você pensa que é o que pensam sobre o que você deveria ser...mas isso só as cadeiras acima explicarão mesmo...

    Mas po, Madureira ?! A última vez que eu fui la (4 anos atrás) já era bizarro...como está hj ?

    Bjs,

    Aprendiz

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  2. Minha editora mandou eu bater perna em Madureira, porque partilha da sua opinião, hahahah.

    Mas geografias à parte, não acho que seja "resquício materno" a sua "relutância" em globalizar o acesso à ximbica, não...
    Pelo menos no meu caso, que parece um pouco com o seu, não é. É a pura e simples FALTA DE QUEM MEREÇA.

    Porque, veja bem, você empresta a sua escova de dentes pra estranhos na rua? Pois é...

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  3. Quem nunca foi a um sex shop não imagina o que pode estar perdendo. A sex shop mania erotica possui vários acessórios para aquecer sua relação. Até mesmo que ainda não possui nenhuma fantasia passará a ter várias quando conhecer uma loja de sex shop. Com a quantidade de sex shop pela internet, você compra seus produtos no conforto de sua casa e com total discrição.

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Áhh, que fofo você comentar!!!