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14 de abr de 2010

Mídia, história da Carochinha e a merda da nota de monografia

Sim, sim, sim, o post está grande. Mas acho que vale a pena ler. Agora, bonitinho (a), se você tem preguiça de se entregar a tal sublime atividade, está no local errado. Para os interessados, adianto que esse é apenas o desabafo de uma ex-acadêmica frustrada.

Um e-mail que a minha chefe enviou um dia desses quase me causou um orgasmo sexual. Calma, não é nada disso que vocês estão pensando. O conteúdo da mensagem fez com que eu me recordasse do dia em que apresentei a porcaria da minha monografia e ganhei de presente uma bela de uma nota de merda, 8.6. É, é isso mesmo, tenho o sangue nerd nas veias e raramente me contento com menos de 9.0. Mas o melhor de tudo foi o porquê de eu receber uma avaliação tão abaixo do que eu esperava.

Eu defendi o que minha banca achou um absurdo: concluí que a mídia brasileira deveria deixar essa balela de discurso de objetividade, isenção e blá-blá-blá de lado, e assumisse aos cidadãos comuns toda a subjetividade existente na atividade jornalística. Não vou ficar aqui dissertando meus argumentos, estão todos muito bem fundamentados em minha monografia. Mas, sim, TODOS OS VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO TÊM UM POSICIONAMENTO, meus caros, que eles sutilmente alcunham como linha editorial. Para muitos, essa última frase pode parecer ridícula de óbvia. Porém, acreditem, muitas, muitas, muitas pessoas de verdade, crêem na tal da imparcialidade, que não existe.

Existe um jornalista com suas vivências particulares, que vão influenciar na sua apuração e redação; um editor que vai definir o que vai e o que não vai; o dono do veículo, que por interesses financeiros, políticos ou sei lá que inferno mais, pode querer vetar ou não uma notícia. Um erro? Um absurdo? Apenas o resultado de uma sociedade democrática, até o momento em que a publicidade interfere... Mas essa é outra discussão, não vou me aprofundar nisso agora. Enfim, o que permite que o processo da divulgação da notícia mereça credibilidade é a postura ética dos profissionais de comunicação, e não essa história da Carochinha chamada imparcialidade, inventada pela indústria de consumo para vender jornal.

Mas o que tudo isso tem a ver com o meu orgasmo-sexual-laboral e minha frustração acadêmica? Explicarei agora, caros leitores. O e-mail enviado pela minha chefe apresenta a reprodução de uma matéria publicada no site Carta Maior, intitulada “Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma”. E veja lá. Já estou logo avisando que não sou integrante de partido político algum e meu objetivo não é promover campanha para ninguém. E ponto. Como eu dizia, de acordo com a apuração da jornalista Bia Barbosa, o seminário 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium em São Paulo para estudantes e profissionais da área, “teve como foco apresentar debates em que representantes dos principais veículos de comunicação do Brasil afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia”.

Não vou ficar detalhando a matéria aqui não, quem quiser ler na íntegra – é sério, vale muito a pena – pode clicar aqui. Agora, vamos refletir comigo. Eu sei que determinados veículos têm suas preferências políticas. Você, talvez saiba. Mas a grande maioria não faz ideia. Para qualquer pessoa com o mínimo de senso crítico, fica fácil perceber para qual partido ou candidato uma EMPRESA (é isso mesmo! Os jornais, revistas, sites na Internet e canais de televisão são EMPRESAS como qualquer outra) está propensa. Mas, para a grande maioria, não é!

E é justamente essa grande maioria que agrega como verdade única (opa, isso também não existe, caros colegas) o que na realidade é apenas uma versão, um ponto de vista relatado em cada veículo. E não me venha com esse papo “mas eles entrevistaram todas as fontes, de todos os lados”. Se você for um pouquinho inteligente, vai saber que isso não quer dizer nada e que o resultado da apuração do jornalista não é necessariamente uma manipulação, só porque você não concorda. Pelo menos prefiro acreditar que não na maioria das vezes. Ponto de vista, amigos, isso se chama PONTO DE VISTA.

Porém, se esse ponto de vista, esse posicionamento não ficar claro para os leitores, aí sim, podemos pensar no conceito de manipulação. Você lê um texto carregado de juízo de valor, jurando que essa é uma cobertura isenta. É sério, por mais bem fundamentada que ela seja, NÃO, ela não é isenta. Agora, vamos ao que vim fazer. Vou reproduzir só um pedacinho da matéria publicada no Carta Maior, porque estou que não me aguento.

“Um último conselho foi dado aos veículos de imprensa: assumam publicamente a candidatura que vão apoiar. Espera-se que ao menos esta recomendação seja seguida, para que a posição da grande mídia não seja conhecida apenas por aqueles que puderam pagar R$ 500,00 pela oficina de campanha eleitoral dada nesta segunda-feira”. Siiiiiiiiiiiiiiiiiiim! É exatamente isso. E não pense você, que escrevi quase 900 palavras nesse post por uma questão política-econômica-social ou sei lá mais que porcaria você pensou. Meu único objetivo é que esse texto chegue até a minha querida banca, para que ela avalie se eu realmente merecia a porcaria de um 8.6. OITO PONTO SEIS. Não, não merecia. E tenho dito.

3 comentários:

  1. Cara vc é uma gênia vanguardista ultra mega pós moderna... Não se incomode com notas, são apenas convenções.
    Os ouvidos desse mundo ainda não estão preparados para ouvir seus fundamentos!


    continue nessa força pq eu concordo com vc!

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  2. áhhhhhhh, e eu li essa matéria, ia até te falar disso... manda pra eles... rsrs

    bjs!

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  3. Amiga limonada com cachaçaaaaa! Por isso q eu te amo, vc me entende!!!

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Áhh, que fofo você comentar!!!