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26 de abr de 2010

Forasteira oriunda do paraíso




Voltei mais ainda estou totalmente lá. Unida aos encantos de um lugar que sempre me pareceu reservado a mim mesma.Voltei de uns dias que se firmaram eternos, não na lembrança apenas, mas na memória da pele e dos sentidos. Voltei, mas por dentro esperneei mil e umas palavras de amor por aquele lugar que o céu me deu a mão.
Num súbito de desespero e infelicidade, quisemos até ficar presos naquele eterno momento onde nos encontramos, eu e o Rio Preto.

A terra ainda seca me deixou uma lembrança de dor nos pés que tanto pisotearam o caminho refeito por peões, cavalos e bois. Pequenos e grandes insetos fizeram visitas festivas em horas oportunas, esperando que o elo se fechasse completamente, quase como um teste. Ao luar neblinoso, lembrei-me de coisas felizes que eu sempre vivi. Se acreditasse em reencarnação, poderia jurar que vivi muitos anos feliz, velha e feliz, com um belo aparelho de chá e vinis tocando na vitrola. 

“ Viajar, para que e para onde? Se a gente se torna mais infeliz quando retorna? Infeliz e vazio de situações e lugares desaparecidos no ralo, ruas e rios confundidos, muralhas, capelas, panóplias, paisagens, quadros, duties free e shoppings…" (Waly Salomão)


5 comentários:

  1. lindo! com o wally ficou perfeito!
    viva a fábrica de pães de mel!
    besossssssss!

    javier barden

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  2. ahahah
    besos Javier,

    el tiempo que no venía aquí!!!!!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Lugares bucólicos:

    arbustos, flores,

    encantos, cores

    e distante dos insólitos!

    C/ um beijo.

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  5. Belo texto, e a citação final é... seca e bela como "as verdades" costumam ser. Beijo.

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Áhh, que fofo você comentar!!!